Quem foi Santa Faustina Kowalska, e o que é o seu Diário
Uma freira polonesa de origem humilde, com apenas três anos de escola primária, tornou-se o instrumento de uma das devoções mais difundidas do último século. Este guia conta quem foi Santa Faustina Kowalska, a missão que recebeu, e o que é o Diário que ela escreveu.
Neste artigo você vai aprender:
- ✔ Quem foi Helena Kowalska, da infância na Polônia até a vida religiosa
- ✔ Qual missão espiritual ela recebeu, e como compreender essa missão
- ✔ Como se deu sua morte, beatificação e canonização
- ✔ O que é o Diário de Santa Faustina, e como a Igreja o reconhece
Quem foi Santa Faustina Kowalska
Helena Kowalska nasceu em 25 de agosto de 1905, em Głogowiec, pequena aldeia da Polônia, a terceira de dez filhos de uma família católica pobre e piedosa. Cursou apenas três anos de escola primária, e aos dezesseis anos começou a trabalhar como empregada doméstica para ajudar em casa. Desde a infância, sentia uma atração profunda pela vida de oração.
Aos 20 anos, entrou na Congregação das Irmãs da Bem-Aventurada Virgem Maria da Misericórdia, em Varsóvia, e recebeu o nome religioso de Maria Faustina. Viveu vida obscura e humilde, cozinheira, jardineira, porteira, sem nunca ocupar cargos de destaque na congregação, e sofria de tuberculose desde jovem.
A missão espiritual que recebeu
Entre 1931 e 1938, a tradição relata que Faustina recebeu numerosas revelações de Jesus, que lhe confiaram uma missão específica: espalhar pelo mundo a devoção à Divina Misericórdia. Entre os elementos dessa missão, o relato inclui a ideia de preparar as almas revelando o quanto Jesus é misericordioso, inclusive diante do que a tradição associa a essas revelações à segunda vinda de Cristo. Essa referência pertence ao âmbito das revelações privadas atribuídas a Faustina, uma experiência mística específica, não uma revelação nova sobre a doutrina pública da Igreja a respeito da segunda vinda de Cristo, que a Igreja já ensina através das Escrituras e da Tradição.
Morte, beatificação e canonização
Faustina faleceu em 5 de outubro de 1938, aos trinta e três anos, consumida pela tuberculose. Foi beatificada por São João Paulo II em 1993 e canonizada pelo mesmo Papa em 30 de abril de 2000, dia em que ele instituiu, para toda a Igreja, o Domingo da Divina Misericórdia. São João Paulo II se referiu a ela como uma das maiores místicas do século XX.
O Diário de Santa Faustina
O "Diário", cujo título completo é "Diário: A Misericórdia Divina na Minha Alma", é o registro escrito por Faustina, sob obediência ao seu confessor, das experiências espirituais que atribuía a conversas com Jesus Misericordioso. Reúne mais de 700 páginas, com experiências místicas, orações, ensinamentos sobre a Divina Misericórdia e reflexões da própria Faustina.
Depois de exame pela Congregação para a Doutrina da Fé, o Diário foi liberado como leitura espiritual legítima. Não é Escritura, é revelação privada aprovada, rica em conteúdo espiritual. A tradição recomenda lê-lo aos poucos, em oração, não como um romance, marcando as passagens que tocam o coração de quem lê.
O legado espiritual de Santa Faustina
O legado de Faustina não foi ela própria se tornar centro de devoção, foi servir de instrumento para que a Igreja voltasse a atenção dos fiéis à Misericórdia de Deus, através do Terço, da Novena, da Festa e da imagem "Jesus, Eu Confio em Vós", cada um apresentado em seu próprio guia neste cluster.
Perguntas frequentes
A missão de Santa Faustina acrescenta algo novo à doutrina da Igreja sobre a segunda vinda de Cristo?
Não. Essa referência pertence às revelações privadas atribuídas a Faustina, parte de sua experiência mística pessoal, não uma revelação nova sobre a doutrina pública da Igreja a respeito da segunda vinda de Cristo, que já está estabelecida nas Escrituras e na Tradição.
O Diário de Santa Faustina é considerado Escritura Sagrada, com a mesma autoridade da Bíblia?
Não. É revelação privada, examinada e aprovada pela Congregação para a Doutrina da Fé como leitura espiritual legítima e rica em conteúdo, mas de natureza diferente da Escritura Sagrada.
Faustina teve reconhecimento imediato quando começou a relatar suas revelações?
Não. Como aconteceu com outras místicas da tradição católica, ela viveu vida obscura e humilde na congregação, sem nunca ocupar cargos de destaque, e suas revelações só foram examinadas e reconhecidas oficialmente décadas depois, já após sua morte.
Leia também
- Guia completo sobre as aparições e a imagem "Jesus, Eu Confio em Vós"
- Guia completo sobre a Festa da Divina Misericórdia
- Guia completo sobre o Terço da Divina Misericórdia
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Este artigo apresenta quem foi Santa Faustina Kowalska e o seu Diário. O livro completo traz o Terço, a Novena, a Ladainha e a história completa dessa devoção.
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Fontes recomendadas
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